terça-feira, 29 de setembro de 2015

apologia elementar

manchete de ontem "Leonardo Sakamoto está exilado
e choram branquinhas suas ninfas serenas"
e no rodapé: "(enquanto isso no sertão da Bahia vive o povo na mesma)"

Eu preferia deixar minha língua roçar lenta na sarjeta do Paissandú a achar bonito o Gregorio Duvivier reclamando sua liberadíssima maconha no jornal de maior circulação da maior cidade com maior dinheiro; (diriam que sou teológica da Conspiração?); porque dinheiro tem idade: tinha muito mais no comecinho lá pra 1500 e pouquito mas a gente ainda, por sempre infortunado destino, não tinha sido iniciado no
Conceito.

Os gregos...viemos correndo pra rua logo cedo afim de fugir dos instrumentos, as escovas empoeiradas e a biblioteca cheia de dentes e poder ser mesmo que por algumas horas que passam tão rápido ser indiscritivelmente livre meio índia ribeira no fundo do meu umbigo
Mistério.
sem tabaco e sem caderno,
o fio da meada: tanto quanto haver uma galinha perdida e depenadinha na altura do número 2050 na antiga avenida Rio Branco é angustiante a improbabilidade - e eu já me sinto conformada - de eu topar nessa vida com alguém que tenha matado em si O Leitor Fêmea que teme saber o final do livro mesmo que seja
Um Livro Ruim

consciência,
obrigada.
que estou a sangrar às mordidinhas miúdas da minha estimada mosquitinha, Chronos,
adultizo-me para que ela, que trato maternal, não me veja em rubro e espantado choro
eu,
sanguinolenta porém destilada agua
em que navego enfim, dada à mim
como o Aço.

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<_/´\_/`\__>~ tss