quarta-feira, 29 de abril de 2015

OLHAR EM MIM MAIOR

atenção, companheiros! passa na avenida mais uma moça vitimada!
pelo comunismo de aula e pela saia!
"ô meu deus, eia cavalo!, gente, deixa disso...
não venham me dizer barbaridades enquanto eu galopo alucinante por esse risoto à là..."
o caralho à quatro! o risoto o leite ninho a pêra in ovos maltinos!
os passeios, as viagens, as echarpes, os vinhos!

morte ao cidadão burguês, semi-composto, porco acostumado!
morte ao burguês estalado sempre em já matinal emoção-desalinho!
morte ao burguês "ingenuamente" atordoado!
morte ao burguês síndrome do ninho vazio!

sangue jorro!
me anuncio no grito!
digo: morte!,
erguido punho!

.

dizia viviane, antigamente, ou há dois minutos atrás que parecem tão antigamente, que a complexidade é a chave da contemporaneidade! complexidade?
não!, contradição!, pura sacanagem!
contemporaneidade...
viviane ontem tava num bom dia e eu hoje tô de botina!
façam suas apostas, boiada!

.

eretos cornos carnudos contagiam-se:
passa na avenida a menina, toda toda em seu seio nu, bunda usura, foto no facebook da periquita,
porém envolvida em pompons cor-de-rosa!
menina paulista vestindo xita!
cadela xiita!
passa esbelta,
- academia -
cheirando a cio, doente, doente, doente de cio, vulcão,
desrio!: mortífera,
passa a moça-avião (em Israel, na Síria, ou Cazaquistão?)
passa a instagrâmica moça-bibliografias!

aqui não, ladrão...

passa, a menina é politizada!, deu pro NetNOW e no banheiro da FAU,
lê piauí, maranhão, a bahia e o sertão,
mas ir pra lá mesmo que é bom, nada!
ha ha ha! devorava tudo, num segundo, textos feitos pra descarga!
de propriedades da vitamina D ao crepúsculo!:
a menina-tudo ainda não tem nada.
fez que esqueceu que a lua é quem rege a nossa lida
e alarga nossa estrada.

passa longe você e sua fruta-do-conde!, vai-de-reto menina não olha na minha cara!

vermelhos asfaltos, vermelhos em que ela nunca pisou com esses sapatinhos lindos.
que sapatinhos lindos, que bolsinhas lindas que brinquinhos lindos eles já até enviam por sedex!
isso é de boa, isso é tranquilo, cadastra no débito automático!, isso é à toa!
...
acha que tá mamão?!
e que tá doce: cara de pau e melado,

mano...
a mina teve a pachorra de querer defender negra tese de doutorado!
tese é o caralho!, cala a boca!
você é Patrícia e tem agenda,
tantas agendas ovacionadas pelas alucinações níqueis,
alucinações-níqueis!

neurótica menina no divã e no sofá novo da sala.

.


passa na avenida a fatídica mulher-costela,
a mulher-medida, a mulher Shultz na Bolívia,
a caminho do banco itaú ou da polishop,
a dissimulada decoradora de panelas e colheres-de-pau porque é melhor enfeitar o pau com flores pra ver se não rasga, se não sangra desse jeito tão pus, tão pus
faz que acha gostoso esse serrote enfiado no cu!
sorri, mulher-farsa!, sorri enquanto a vida passa!

morte à caridade intelectual, ao discurso do método,
morte às branquíssimas academias retardadas!
morte aos egos dos que se apropriam!!!
morte às porcas burguesas desses vastos pastos Brasis!
morte à essas vaquinhas holandesas nos coloridinhos reinos das certezas!
morte às usurárias que mamam nos peitos das minhas doces Teresas,
cansadas de Guerra e Paz.

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