quarta-feira, 9 de abril de 2014

acordo toda manhã como se me fosse possível voltar a dormir profundamente e quando me apercebo da oscilação imposta dos olhos; alguém aqui também sabia que quando a gente é bebê, ainda bem pequeno, funcionamos através de um reflexo inato, ninguém sabe de onde veio, e sugamos e repelimos e impulsionamos sabe deus o que, tudo pra comer, chupar, andar, subir, levantar-se do limbo no qual - e isso fica claro quando enxergamos a luz, quando aleph na janela do quarto e aquela luz cegante, matinal, intesíssima - estávamos enfiados? também, nesse caso, sabe deus o quê. e toda manhã cada feixe de luz invade um pedaço desse quarto, desse pé direito alto onde nem alcanço e me alice duma vez!, mundo doido! e se eu não tomasse cuidado com cada feixe desse era possível isso me tocar à toa e eu desaguar, desbundar, desfazer: tornar-me poça; rasa poça alcoólica. e, meu deus, essas vozinhas de casa mostrando a cozinha pra dona eneida, os assentos pressas medusas disritmicas, andando pela minha casa assim, tão temperamentais e televisionáveis!. que me incomodam logo cedo?, voces e essas mils comunidades pelo mundo, os om-shantis, os braguilhas abertas, os encapuzados, os enchapelados, os andantes!, todo mundo indo nalguma direçao que só cabe nessa tijela do avesso em que a gente tá cozinhando.
e essa falta de sentir..tanto tempo já. tanto tempo, minha nossa senhora...temo,
temo,
tremo.
logo cedo...

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<_/´\_/`\__>~ tss