quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"pra me amar é preciso manuelar-se. tornar-se antigo, demorado; paciência! não pedi socorro nem quando caí de boca no chão, que dirá agora que o silêncio me contempla. se escrevo é porque devo. me dá até sonolência. sou no amor uma dondoca, uma chata, uma new age idiota: acho que no amor tudo pode - de orgia à teu-nome-na-boca-do-sapo - desde que me deixem em paz. adoro joguinho, trapaça, mal tempo, barraco, melodrama; mas não trepo na rua nem fodendo. as minhas regras são claras e esse signo solar meio hipnotico (como me conheço bem sei que esse efeito tá mais pra cachaça & carência do que pra devaneio) engana os outros; todo mundo chega em mim ou com vergonha ou pelo rabo pensando que aqui há de ser um paraíso. que sou mulher inteira, duma alegria tamanha, sexualidade latente, "nasci no verão" (atuo linda, porque nessa hora escondo bem os enjôos explicitos desse tempo tão gorduroso)...blábláblá, minha gente!, isso é personalidade borderline! hahahaha ai, jesus! ninguém vê que sou doida?, que sou intragável?, que sou um verme que vive à solta? deixa-me dormir em paz, tá certo? não me mexe que é melhor. e não bota foto minha naqui nem na casa do caralho dizendo que sou mó luz, que encanto el todo porque isso tudo é balela dos seus apegos. amigos!. no fundo da realidade meu amor é duma morbidez colossal, enorme, enorme, enorme...não vivo sem amor, se tenho meio segundo de incompletar-me a minha essência dissipa feito perfume vagabundo e eu morro rápido. acho diagnosticável. me sobra uma sala toda branca, vazia, nonde pelo menos consigo ler meus romances melados de...e sabe o que é pior? me gozo assim."

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