sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"i"

tua boca
oceânica
que instinta minha víscera
(entinta minha lama).
quem dera todo dia
fosse ontem:
calmaria minha voz
roupa tua língua em minha.
que toda a coisa
inteira
dissipa
;derreta-se pra fora das panelas:
descozida.
fogo brando,
branco cálido,
como pode?
caco fundo da novela,
amor segredo em minha tela,
no encontro meu ouvido
em sua língua materna.
o seu tronco paidéia:
comove, castanhola;
transmove, desenrola
nosso mal!
tu deitado:
minha terra natal.


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