domingo, 9 de junho de 2013

meu ubuntu

me falta qualquer coisa que me dê amor como quem ama, não como quem teme. me sinto só, cada dia mais doída solidão, e conforme tudo escorre nesse tanto de pouquice, adormece em meu seio o que antigamente chamávamos - eu e o entorno - de vitalidade. era eu enorme e de braços abertos. nada a temer, tudo era dito, das raivas à tonta alegria, do amargo caminho de penúria à acidez do amor de pica. hoje sou acanhada só em dizê-lo...foi aquele livro que o acaso me deu? aquela vagabunda. ou será, então, que foi a inexistência do tempo marcado, ano passado, ano posto, meu rei morto? não sei mais medir. tanta tristeza no meu peito, é a fila que não anda, é o padre que não sabe dizer em palavras pequenas, é deus que sumiu de vista e só aparece pra me fazer chorar. me disseram, enquanto eu tinha pesadelos na beira dum córrego: "é coisa de obsessão, você precisa ir no culto", ah, jesus, só me faltava perder tempo com mais essa.
me falta é amor!, é de amor que eu sinto falta. se de um lado só posso um pouco, do outro lado só posso outro pouco...minha ave maria não vence tanta sovinice.
queria eu um amor platônico, desses que movem ombros, amor enorme, amor infinito, amor acaso, amor verdade, amor inteiro: fundir-se.
queria eu amor de vísceras, amor que olha, e pra eu desaguar. se é pura água que existe nos dentros-olhos: amor toalha. queria eu amor ventana e ventania, amor de até, quem sabe, entristecer as vistas. porque essas coisas que o mundo dá agora, tem a guerra, tem a fome, tem a imanência, tem o corpo vão; vil; tudo adoece tão rápido e se eu fico aqui encontrando um ponto chave onde todas as coisas possam dizer sim e eu - enfim - possa dizer adeus: não há.
nada sobra desse infinito jogo de amarelinha, das lâmpadas que queimam, dos maus homens, de las brujas, do gato na janela, do pijama sujo, do chá de erva...se até a erva corta a pontica do dedo ao ser colhida. meu deus do céu, que confusão, por favor me permita a entrega! me permita, porque me falta ar, me permita esquecer de tudo e que me falte vergonha na cara!
me sinto envergonhada, abaixo a cabeça e quero ir pra dentro choramingar baixinho...que mundo é esse, cadê o amor? aquele amor que a gente sonha e o despertador fuzila...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

<_/´\_/`\__>~ tss