terça-feira, 9 de abril de 2013

tristeza

eu morta de saudade e você morto de ódio. eu digo ai lá vem você com esse mimimi e você de queixo erguido e fim de sobrancelha arqueado pra baixo diz lá vem você com esse mim mim mim. pudera! estou aqui pra te dizer - com muita dignidade - que você é uma anta! filosofa e não engata a gente pra andar na orla da praia...se praia tem orla, se a gente tem chance, daí não dá pra saber. venho aqui com toda dignidade - repito -, pra contar pra todo mundo o que você me fez! me fez ficar de pé esperando a boa vontade de você me perdoar por eu não ter te perdoado e (eu) agido como um bicho. como era aquela música? com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher...eu não te desculpei por ter ido embora e voltado com a cara suja da poeira daquela mulherada internacional, por ter me convidado pra festa e eu ter tido a pachorra de organizar a cara e o sapato pra que quando eu chegasse lá você se botasse trêbado beijando o canto da boca daquela mulher que anda com os peitos de fora; e pensa que eu não me lembro? agora vem exigir de mim fidelidade...pudera! depois de pouco tempo, eu mal recomposta, fico sabendo que saiu beijando a boca e a teta daquele povo que eu claramente odeio, tudo só pra passar teu tempo. é, passar teu tempo, porque por mais que você despreze meu "egocentrismo contemporâneo, mimimi", só pude pensar em você lambendo o chão dos outros SOMENTE pro tempo passar. que ironia nossa vida corriqueira prega na nossa vida acadêmica, não é? pudera! agi assim porque por mais que eu faltasse eu nunca tive coragem de te desprezar, pois vontade até sobrava! de qualquer maneira, dessas mágoas fiz barro de erguer palhoça e ficar sozinha que era o que dava pra fazer, né, meu povo. agora que aprendi a ficar, te proponho passeios amenos, coisinhas pequenas pra ver se dá mas veja: nada está bom, nada está certo. ainda quer você que eu fique só e somente para você? hoje eu mando um abraçaço! te digo na lata mesmo, mas é claro que com muito amor e jeito, que o bom pra mim é viver solta e "o que você pensa do amor livre, meu querido?", canto mais baixo que antes e como quieta - até aquela mulher dos seios que tu garimpava à vera pra catar as migalhas, tá lembrado? peguei inteira e num estalo -, também superei várias coisas pequenas e ao invés de fazer tuas maldades, de fazer como você que engoliu dois sacos de gelo barato, hoje: eu te odeio.

2 comentários:

  1. haha, manifestação calorosa essa!
    bem rude .

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  2. Odio caloroso é passageiro.. Os que merecem mesmo o ódio ate o gostam , maaaas o real problema é o desprezo... AAAAA o desprezo, esse dói sem apreço..
    Sinto sua falta menina graciosa cheia de luz.

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<_/´\_/`\__>~ tss