segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

voltei à ativa. e é terrível isso no campo do querer dizer o que se sente porque dá um medo lascado de todo mundo saber primeiro: que quero dizer e segundo: saber o que digo. quis hoje eu dizer da minha mágoa de cabocla índia-universal; a que foi trocada pela dama da magreza exuberante de uma exótica europa oriental.
veio antigamente um homem que amava peitos aos ventos de fora e achava mais ou menos lindo o jeito da gente tipo índia dizer as coisas devagar demais ou rápido demais. o homem desbravador também gostava do jeito que a gente chupa olhando nos olhos, do jeito que a gente vai mesmo! até ele e não volta pra casa por dias seguidos de muito desgosto familiar. foi que tentou o homem alinhar os dois tipos de mulher amada num tipo só: o que lhe coubesse. e gosto de pensar que é assim porque é mais fácil.
tentou o homem e é uma obviedade pública que este certo tipo de alinhamento não daria certo nem aqui nem no mundo ao contrário. pois bem, tentou, tentou, mas tentou pouco demais. decidiu por fim ficar com a certeza que a magreza genética o propiciava: fez uma pequena lista de desejos, lançou-a no jornal do meio-dia e calou-se por uma semana. uma garota inda garota e consequentemente inda muito bela, vinda de terras libanesas e exorbitantes, veio - pasme! - singela. quietinha, foi empurrando a índia pro meio-de-campo, depois pra escanteio e pra elegantear o ápice de todo o momento fugiu de metrô. saiu correndo e quieta, porque não era bom sair gritando. depois com muita facilidade ganhou o campo todo e botou a índia numa vitrine que visitava quando desce; a índia abrindo a boca pras miçangas que porventura chovessem.

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