terça-feira, 2 de outubro de 2012

a imagem antiga, a enorme menina e a distinta árvore










deu uma saudade danada de ter essas meninas todo dia santo. de ser parte de um tripé estranho, uma menor que a outra e maior que a uma, a outra maconheira, outra outra vagabunda, outra uma muito inteira; e nenhuma com o foco na penumbra. e era assim que íamos, de casa em casa, andando pé com pé até a aula, fazendo nada, tomando sol na varanda, passando o pouco tempo que parecia tempo inteiro de uma vida primeira...tinha cerveja e dias quentes, friozinho de bater os dentes, tinha tudo que não importava dizer. só ríamos de encontrar no meio da cidade-mundo um pézin de girassol maravilhoso e meio defunto. era bonito e a gente nem imaginava nada.
era bom fazer assim as coisas, andando como quem nada.
e que amizade, que amizade de primeiríssima qualidade!

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