quarta-feira, 5 de setembro de 2012

só as mães são felizes

fato é que sua arrogância dá pano pra manga. fato consumado pelos textos publicados sobre os links-michês do google mais e do facebook e dessa caralhada a quatro. como era aquela música linda do cazuza no "morangos mofados"? "você nunca chorou sozinha num banheiro sujo de bar", ou alguma coisa desse gênero de gritar. e quando foi que nesse blog de estimação seu você disse alguma coisa que não "eu"? e euzinha, toda silva-oliva, fazendo de conta que não vejo, engolindo esse sapo gordurento que é a realidade que traio; por conta de um dilema totalmente fictício, que é eu pensar "as pessoas têm naturezas distintas, ana luisa, respeite-as, respeite todas, cada um no seu buraco", mas que porra!, por que o meu buraco nessa benevolência cotidiana vai ficando imundo? já sei: porque vou me lascando pra nada. o projeto de homem sabe da arrogância, finge que observa (com as mãos no queixo altivo), pega as tralhas de luxo e senta no trono. e eu de novo, boazinha: "é da natureza das gentes parar no meio do caminho"; e eu atirando as flechas sagtas lá longe no futuro, fumando bebendo comendo, deus falando comigo no escuro. não acerto todas. mas as poucas que acerto fazem barulho. e se eu não digo, por deus no céu que sei, ficam os outros todos surdos.
herois de infancia disseram pra ele, pra você, pra todos nós, que o sucesso era dourado e dava onda; e começa daí a caralhada toda: "o homem que diz tudo que sabe fica besta". mas isso é tão antigo quanto o amor e a filosofia, também tão inútil quanto, e ninguém faz nada.
odeio conrados e henriques que pegam as tralhas e sentam nas cadeiras feitas por um zé. odeio, aliás essa mania de nome de príncipe, já que sempre fui mais chegada nas ofertas de deus. e nos zés.
e dolorosa é a vida assim, vinda vida em que eu, já desistindo friamente, observo um homem dilacerar-se cavando o próprio peito a procura de ouro. e esse homem é VOCÊ.

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