domingo, 20 de maio de 2012

Aquele "Non dvcor dvco"

foi um encontro de almas
e hoje sei
porque eu ia ia ia, modifiquei
meu santuário,
era também o que eu dizia...,


quando menina




o que a profecia esqueceu foi do tempo;
porque que ela veio
e ele, fatalmente erroneo,
nunca existiu


tremeu temendo


destruí meu trono
só pra provar que um dia haveria de ter pe(r)nas
mas eu, fatalmente,
já tinha


:


eis a vida...
(e sua infinita sabedoria)












"eu era um enigma",
olha só que coisa...
não questiono, aceito, comungo, amanheço
equanimidade ante a virtude maligna:
assim, n'uma hora de cada vez, entardeço
ardo, convivo, respiro, ... pertenço


-




são paulo,
eis minha...
minha!
tem uma coisa em você que ave,
alucina
...
(-me) em tua barriga!,

és meu explosivo recontro
e, possível em mim,:
rebento locambo

és fora de mim
(finalmente! me perco!)
e, fora de todos,
dentro de ninguém,
uma coisa d'uma incrível melancolia
que, espaçada dos organismos da vida,
extraordinária, tem pontuais alegrias...

vai entender essa são paulo-mania, caluniosa
e entupida das gentes com seus membros calorosos de nostalgia
e, novamente:
ao contrário do que se entende por organismo em pulsação,
é eminente sua falação:
são paulo, "minha linda...", és tão louca companhia!,
corre em mim e gruda nos meus cabelos e narinas...
mas tu, mistério findo!, não respiras!

solitária são paulo:
inteiriça em mim ou inteiríssima minha?

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