quinta-feira, 3 de maio de 2012

que haces tan solita en esta cama, niña?





o amor devia ser mais comum
comum como? eu digo.

mais presente, mais difundido, mais recorrente, mais próximo, menos reticente
...
sei que é utopia...
mas aaaahh..., viva a poesia!

o amor deveria:
aparecer mais em versos fracos
e muito transpirar nos mais profundos
o amor devia nos cabeça oca
ser o que chamo palavra-mundo

além do mais,
amor nao tem mágicos poderes
nem garantias!
amor tem divinas consequencias,

e pros empolgados n'alguns casos amor é boletim de ocorrência!
amor tem quem sabe umas surpresas e deveres
e sim!, um manual com enormes dizeres:
"como viver um grande amor"?
é apenas um dentre tantos desses
o amor acontece as vezes num só dia
de uma inteiríssima e nao preenchida vida
quando vem,
com mais sem menos,
é clichê mas acaba (l)indo:
viva o amor bem sucedido!

das rosas o amor é melhor amigo,
das refeições avantajadas é amante,

e das casas com janelas é bem querido.


o amor é,no to(l)do,lindo
(que amor sem cobertura corre grandes perigos!)


tem também quando ele não vem parido
nem tem gestação
e cai na gente como se fosse dentro do olho um cisco:
incômodo e na contramão
mas tudo bem...
viva!   os vividos amores  prematuros de quem tem culhão!

os amores são como uma sorveteria
molha a boca-delícia em temporadas calorosas
e morre à míngua nas frias.
para escolher o sabor direito demora-se horas,
e para escolher o errado basta um passo mal calculado:
ou um foguinho danado saindo pelas ventosas...


viva o Sol astrológico em Amor!
e o verão cósmico deste brasil salvador
viva a pegação!
e tambem a retraçao (por que não?)
viva a quimica e suas piadas sem carisma
e a chatice da velha vizinha...
viva o carnaval!,
e seu altíssimo índice de ... bacanal!,
tem também seu indice meditativo invejavel...
e seu indice comunicativo descomunal!
viva o ALTO falante
e o povo cantante!,
viva caetano
viva tudo!, viva(,) mundo!
que eu amo
e é n'onde me engano...


(eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios
quero habitar su piel
cariño,
passa água passam tardes e estações
nos abaetés ou nos cafés
cariño passa água
amour de las mágoas
corre o vento!,
cariño contratempo:
boom!
"olha que te arrebento..."

woke up dis mornin...
shh..."meu pai dormia na cama e minha mãe no pisador"
sou dos sofridos o mais ainda sofredor... 
mas dessas lembranças catastroficas
sobra-me da sede na boca o sabor;
"se seu corpo ficasse marcado por lábios e mãos carinhosas..."
te entrego aqui caridosa
homem!, nosso rebento
homem!, vê-me!, sê inteiro, fique atento!)


sou doida pra sumir:


daí...


o branco-cruz do fim do amor
o alviverde de suas tardes expoentes
o negrume das paredes mofadas:
tudo isso não passa d'uma infeliz piada,
já que amor não morre, não padece
só às vezes, sob licença poética,
o amor entristece.
















 pois bem, voltemos:
 u h h h y o u r l o v e i s s o g o o d t o m e . . .


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