sábado, 4 de fevereiro de 2012

Balada de (Naluz)

" Perdi-me do nome,

Hoje podes chamar-me de tua,

Dancei em palácios,

Hoje danço na rua.

Vesti-me de sonhos,

Hoje visto as bermas da estrada,

De que serve voltar

Quando se volta para o nada.

Eu não sei se um Anjo me chama,

Eu não sei dos mil homens na cama

E o céu não pode esperar.

Eu não sei se a noite me leva,

Eu não ouço o meu grito na treva,

O fim quer me buscar.

Sambei na avenida,

No escuro fui porta-estandarte,

Apagaram-se as luzes,

É o futuro que parte.

Escrevi o desejo,

Corações que já esqueci,

Com sedas matei

E com ferros morri.

Eu não sei se um Anjo me chama,

Eu não sei dos mil homens na cama

E o céu não pode esperar.

Eu não sei se a noite me leva,

Eu não ouço o meu grito na treva,

E o fim quer me buscar.

Trouxe pouco,

Levo menos,

A distância até ao fundo é tão pequena,

No fundo, é tão pequena,

A queda.

E o amor é tão longe,

O amor é tão longe

O amor é tão longe

O amor é tão longe."

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