sábado, 28 de janeiro de 2012

Palpitações

(lembro daquela musica
com a mesma sutileza do ataque do vento na minha cara quando eu em inteiro movimento
como quando corro descalça na praia e não há ninguém, começo a sorrir e gargalhar sozinha
como quando boto a mão pra fora nas janelas e o carro, será que era um carro?, corre muito numa estrada direta e funda
como quando fecho o portão e deixo pra trás o homem da minha vida,
como quando choro soluçando
como no momento exato em que gozo o sexo
como o momento exato em que meu coração ferve revoltado com a tirania
como quando ouço gritos vindos da senzala em espécies evolutivas
como quando vejo as senhoras orando sombrias numa romaria
como quando consigo finalmente fechar os olhos para dançar
como quando fico nua e passeio pelo meu quarto interestrelar
como quando consigo pregar um prego
como quando ensino um analfabeto
como quando visito a minha avó doente e, ao ir embora, percebo num segundo a morte iminente
como quando minha espinha gela e acende
como quando é verdade
como quando sei que é mentira
como quando deito no chão, desamarro o botão e me ponho a dar leite
como quando vejo as crianças, mesmo pobres, contentes,
como quando vejo as podre de ricas caindo e quebrando os dentes,
como quando pinto
como quando deito
como quando como
como quando...aceito:)

assim.

desabafo = um triste suspiro: um único carinho me é motivo de riso,


"a paixao é como um deus que quando quer me toma todo pensamento
dirige os meus movimentos
meu passo é teu
meu pulso é desse todo poderoso sentimento"






será que...?


meu deus...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

<_/´\_/`\__>~ tss