sábado, 24 de dezembro de 2011

iluminei-me son(o)an(bulan)te

(-no fundo sei que nao, mas voce nao parece dizer coisas assim
-eu to achando que essa viagem vai ser muito forte e muito diferente de tudo que a gente ja fez nos nossos roles de amor nos finais de semanas jogados..
-o ruim que na verdade jajá nao existe mais é que eu to ruim esses dias sabe, mas vou ver o mar vai sarar. e quero voltar com a pele menos branca pra eu poder pintar mais vermelho e amar voces bem mais
-o que nao vai mais existir?
-o meu desespero
-sei la, vai se foder tudo, eu queria nadar peladao agora
-nada. çaparada..foder-se tudo, fodemo-nos todos, pelo menos juntos
-isso aí..vou sair. tomar aquele banho lá
-te amo
-te amo)

e as verdades
são as doces afinidades

tem duas coisas que sossegam:
a distância quando a saudade vai adoçando
e a temperança quando as datas de fim de ano...

eu não sei porque
o tempo foi me deixando lacunas
e eu fui lembrando do "laranja que me guia"

fiz as malas em quinze minutos:
desafiei minha rotina
vou pro mar, vou mergulhar ô mo pai,
vou ver mainha!

falando com um louco
descobri que minha teimosia gera desencontro:
(e eu nao gosto disso)
a madrugada me confiou um segredo
eu calada, acatei sem medo
só dá pra ser
e este, da existência, é o segredo

se(r) mergulhar

(até nos receios)

minha ânsia passou.
exasperei-me;
sempre o faço
sou humana,
(e tem os laços...)

eu sentia um calor nos braços
um sem jeito de diagnóstico
quando meu próprio corpo clamava pelo ócio

eu não digeri
e sim, admito, era uma delícia
corroer em vermelhos fumegantes as próprias vísceras

mas tem uma hora que chega
escrevi meu ultimato:
"ser viajante é diferente de ser artista"

(porque o artista, necessariamente, mora
dentro do mundo de si e do mundo de fora)

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