quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Semeador ao Pôr-do-Sol


tem hora de madrugada que começa a dar um sono e a gente passa a viver num "mundo paralelo"
e, segundo júlio, é nessas horas que a gente pensa coisas estranhamente familiares
mais estranhas que familiares
"viajar pela América do Sul, aprender a tocar mil instrumentos, de se mudar, de formar uma banda, puta, fudeu! aquele trabalho da faculdade é pra amanhã...caralho!
quatro e meia da manhã..."

e ele é desse gênero que não se encontra em qualquer best seller, tem que fuçar a livraria de cabo a cabo seguinte até encontrar um livrinho de couro
que escapou das prateleiras cheias de pó pra morar no meio dos vinis
e tem, como nenhum outro, ardente, uma capa bem vermelha
preciso pensar num presente pra ele do tamanho de um mundo
de modo a agradecer as gentilezas vindas duma melodia que não tá nem aí pra bolsa de valores
nem pra hora do brasil
nem pra turma do funil
só quer saber de tocar gaita

toca gaita
toca violão e canta uma canção
passeia de havaianas pelo havaí do seu quintal
e desce descalço pro parque pra procurar um lugar pro proximo funeral:
hei de enterrar no seu jardim minha insonia

vamos dormir...

quem sabe dias agora? sol, graminha?
semear ao por-do-sol,
essa madrugada me deixa falando demais...

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<_/´\_/`\__>~ tss