domingo, 25 de setembro de 2011

Nostalgia

Hoje eu estava finalizando uma faxina geral no meu quarto, cuja finalidade, pra mim, é de refúgio espiritual, social e o que vier...Encontrei uns cds gravados e sem nenhuma informação quando eu já varria tudo pra lata de lixo e inicialmente chutei-os por pura preguiça. Resolvi num estalo que era tão curioso esses cds aparecem que eu não poderia simplesmente jogá-los fora. Abri um por um; o primeiro era um cd dos Scorpions ao vivo, o segundo era um filme da minha mãe, o terceiro um software de instalação de impressora e o quarto, nossa! Era uma playlist de sei lá deus quanto tempo atrás...Provavelmente coisa de quando eu tinha 14, 15 anos...E foi absolutamente mágico, eu passava de uma música pra outra enquanto minhas mãos tremiam e se antecipavam antes de cada música terminar, eu visitava sedenta uma por uma como Amelie descobrindo aquela caixinha de tesouros de uma criança. Não tem como contar uma experiência dessas...Percebi o quanto eu era ligeiramente ignorante musicalmente mas, igualmente, como eu era animalmente curiosa para o mesmo fim. De Chimarruts à Adriana Calcanhoto cantando "farfalaligeira farfaligeira farfaligeira...", que avidez, que ligeireza, quanto amor. Passeava eu por Chico Buarque e pulava alucinada com uns sambas bem mal feitos tentando amar feito um poeta! Nossa, que ameba linda eu era! Que ameba linda eu era! Todo mundo tem um primeiro namorado né, eu também tive um. E nessa playlist ele me pentelha toda hora falando de amor pra sempre, de umas tragédias por causa de um fio de cabelo, de mãos dadas e até de casamento! Fico me esforçando semanalmente pra me lembrar o que eu pensava nesse tempo, o que eu comia, com quem eu andava e nada mais justo, depois de tanto labutar, encontrar as minhas músicas que nada mais são pra mim desde que eu nasci a minha extensão.Agora: "eu conto as horas pra poder te ver mas o relógio tá de mal comigo, eu não existo longe de você", ai...Agora eu penso que burrada fatal seria jogar tudo fora sem ver o que, só querendo canonizar esse quarto que vive me fazendo surpresas...Sempre me esqueço de tudo que passou tentando não sofrer do jeito que eu sofri nesses meus 15 anos, mas pra que? Por que? Se tudo está aí gravado no cd como gravado em mim e eu sublimando as dores, os pagodes, as lágrimas, os clichês, e quem sabe até as minhas cores. Foi realmente tudo que passou e que me costurou como até agora eu sou, pura nostalgia construtiva e, de hoje, em diante, mutíssimo bem-vinda!


Essas músicas de amor e de comédia mexeram comigo numa tal grandiosidade que hoje me resolvi por inteiro.

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