quarta-feira, 3 de agosto de 2011

augusto-di-rocha-ben

não poderia ser mais linda uma homenagem a um morto.
morremos todos
e rimos pouco!
(glauber rocha homenageando seu eterno amigo di cavalcanti num filme feito sob a pressão de um momento tão singular quanto a própria vida, o momento de morte, e lembra: "vês! ninguém assistiu ao formidável/enterro de tua última quimera./somente a ingratidão -esta pantera -/foi tua companheira inseparável!")
a contribuiçao mais importante para o brasil,
cirandeiras cantarão,
então:
neguice na tinta, na música e na tela,
neguice na favela
cuja obra merece certamente todo o meu respeito...
(chama-se cavalcante, chama-se rocha e chama-se ben, jorgebem, que todos têm
pela mulata grande paixão têm também!)
e um "não enche o meu saco!" bem gritado:

http://www.youtube.com/watch?v=p7GegIT-yBM


"o homem, que, nesta terra miserável,/mora, entre feras, sente inevitável/necessidade de também ser fera."
um salve à ferocidade dos homens de palavra
que acostumaram-se à lama que os espera.

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